Unidade: Centro Integrado Nossa Senhora de Fátima

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CIAS Nossa Senhora de Fátima promove palestra de conscientização no Outubro Rosa e Verde

O mês de outubro é marcado por uma campanha de extrema importância para a saúde da mulher: a prevenção do câncer de mama. Neste ano, o Outubro Rosa se transformou em Outubro Rosa e Verde, chamando a atenção para o combate à sífilis. Para trazer informações sobre o tema, convidamos a Enfermeira de Saúde da Família, Luiza Souza, que fez uma apresentação aos colaboradores do CIAS Nossa Senhora de Fátima, no dia 31 de outubro.

O câncer de mama

O câncer de mama é o tipo mais frequente de câncer em mulheres, após o câncer de pele não melanoma. Somente em 2023, o INCA aponta que 73.610 mil mulheres serão diagnosticadas com câncer de mama no Brasil.  Em 2021, foram 18.361 óbitos mortes causadas pela doença, sendo 18.139 mulheres e 220 homens, segundo o Atlas de Mortalidade por Câncer.

A doença é causada pela multiplicação desordenada de células da mama. Esse processo gera células anormais que se multiplicam, formando um tumor. Há vários tipos de câncer de mama, por isso, a doença pode evoluir de diferentes formas. Alguns tipos têm desenvolvimento rápido, enquanto outros crescem mais lentamente. Esses comportamentos distintos se devem a características próprias de cada tumor. O câncer de mama também acomete homens, porém é raro, representando apenas 1% do total de casos da doença.

Os principais sinais de câncer de mama são:

  • caroço (nódulo), geralmente endurecido, fixo e indolor;
  • pele da mama avermelhada ou parecida com casca de laranja;
  • alterações no bico do peito (mamilo);
  • saída espontânea de líquido de um dos mamilos;
  • também podem aparecer pequenos nódulos no pescoço ou na região embaixo dos braços (axilas).

A prevenção primária consiste em reduzir os fatores de risco e promover os fatores de proteção. Os cuidados mais importantes são:

  • manter o peso corporal saudável;
  • ser fisicamente ativa;
  • evitar o consumo de bebida alcoólica;
  • se for necessário fazer terapia de reposição hormonal, para sintomas do climatério, fazer pelo menor tempo possível e sob supervisão médica;
  • para quem tem filhos, amamentar o maior tempo possível.

O diagnóstico é realizado por meio de biópsia do nódulo localizado na mama, identificado em exame de imagem. Por isso, é essencial que toda mulher com mais de 40 anos realiza a mamografia anualmente.

Muitos avanços vêm ocorrendo no tratamento do câncer de mama nas últimas décadas. Existe hoje mais conhecimento sobre as variadas formas de apresentação da doença, algumas mais agressivas e outras menos, e diversas terapêuticas estão disponíveis.

O tratamento do câncer de mama depende da fase em que a doença se encontra (estadiamento) e do tipo de tumor. Pode incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia e terapia biológica (terapia-alvo). Quando a doença é diagnosticada no início, o tratamento tem maior potencial curativo. No caso de a doença já possuir metástases (quando o câncer se espalhou para outros órgãos), o tratamento busca prolongar a sobrevida e melhorar a qualidade de vida

A sífilis

A campanha Outubro Verde visa alertar a população para a importância do diagnóstico precoce e do tratamento da sífilis e da sífilis congênita.

A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST) que acomete exclusivamente o ser humano, podendo apresentar várias manifestações clínicas e diferentes estágios. É causada pela bactéria Treponema Pallidum quando existe contato sexual sem preservativo com uma pessoa infectada. Isso reforça a necessidade do uso de preservativo durante as relações sexuais.

Também pode ocorrer a transmissão da sífilis da mãe para o feto ou para o recém-nascido.

A doença pode ficar estacionada por meses ou anos, até o momento em que surgem complicações graves como cegueira, paralisia, doença cerebral, problemas cardíacos, podendo inclusive levar à morte.

Os principais sintomas da sífilis são:

  • fase primária: apresenta-se na forma de uma ferida, geralmente única, no local de entrada da bactéria, entre 10 e 90 dias após o contágio; normalmente é indolor e não coça;
  • fase secundária: pode ocorrer manchas no corpo, nas palmas das mãos e planta dos pés; pode ocorrer entre seis semanas e seis meses após a ferida inicial;
  • fase latente: não costuma apresentar nenhum sinal ou sintoma;
  • fase terciária: pode surgir após um a 40 anos depois do início da infecção. Costuma causar lesões cutâneas, ósseas, cardiovasculares e neurológicas, podendo levar a morte.

O diagnóstico é feito por meio do teste rápido de sífilis, oferecido pelo SUS. O tratamento é realizado com a aplicação de penicilina benzatina (benzetacil).

Em ambos os casos, a prevenção e o diagnóstico precoce são essenciais. Mantenha os cuidados com a sua saúde e previna-se!

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