Unidade: Centro Integrado Nossa Senhora de Fátima

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Testemunhos que Curam – “Fernando” (nome fictício)

Para preservar a identidade do paciente, utilizamos um nome fictício.

Nesta edição do Testemunhos que Curam, compartilhamos a história de Fernando, que encerra seu período de tratamento com um profundo sentimento de gratidão e transformação.

Após uma trajetória marcada por desafios, ele encontrou no cuidado, na escuta e no acolhimento da equipe um novo sentido para a vida. Em seu relato, Fernando fala sobre superação, mudança de perspectiva e a importância de persistir no processo de recuperação.


1. Como você se sentiu ao receber a notícia da sua alta?

Meu sentimento foi de muita alegria e de dever cumprido. Para mim, foi algo muito satisfatório.

Quando cheguei aqui, estava um pouco desacreditado. Mas, com o passar dos dias e com o acompanhamento da equipe técnica, psicóloga, assistente social, psiquiatra e médica, fui absorvendo as ferramentas que a instituição me ofereceu e passei a dar mais valor ao processo. Hoje, encerrar essa fase é muito gratificante.


2. O que mais te ajudou durante o seu período de internação?

O foco, o apoio dos enfermeiros e técnicos, e também a minha própria determinação.

Quando cheguei, decidi olhar para a vida de forma diferente. Coloquei no coração que precisava insistir, persistir e não desistir. Eu não queria voltar para a vida que levava antes, uma vida na rua, sem perspectiva. Aqui, entendi que decisões definem destinos, e escolhi continuar.


3. Teve algum momento ou atitude da equipe que marcou você de forma especial?

Sim, muitos momentos. A forma como me acordavam para tomar a medicação, o cuidado em me ouvir, em me acalmar… Eu me sentia acolhido o tempo todo.

Aprendi também a lidar com o “não”, a entender limites e regras, algo fundamental para a vida fora daqui. Mas o que mais me marcou foi o carinho, os abraços e a atenção. Isso me fez me sentir humano novamente.


4. Como foi para você o cuidado recebido durante a sua permanência no hospital?

Foi maravilhoso. Desde a equipe de limpeza até os técnicos, passando pela cozinha e pela direção, todos contribuíram para que eu me sentisse acolhido.

Aqui, eu reencontrei um sentimento de família que estava distante. Voltei a me sentir vivo e recuperei minha autoestima.


5. O que mudou para você após esse período de tratamento?

Mudou tudo. Minha forma de pensar, meu comportamento e minha relação comigo mesmo.

Hoje, deixo para trás quem eu era antes e me reconheço como uma nova pessoa: mais responsável, mais consciente e com mais amor-próprio. Essa experiência transformou e continua transformando minha vida para melhor.


6. Que palavra ou sentimento define sua experiência aqui no hospital?

Gratidão. Uma gratidão profunda.

Se não fosse por este lugar, talvez eu não estivesse aqui hoje. Poderia ter seguido caminhos muito difíceis. Aqui, eu despertei para a vida e hoje olho para o futuro com esperança.


7. O que você gostaria de dizer para a equipe que cuidou de você?

Meu muito obrigado. Obrigado pela paciência, pelo cuidado, por me mostrarem caminhos que eu não conseguia enxergar.

Vocês foram mais do que profissionais, foram apoio, acolhimento, presença. Saio daqui uma nova pessoa, e isso tem muito a ver com cada um de vocês.


8. Que mensagem você deixaria para outras pessoas que estão em tratamento neste momento?

Não desistam. Insistam, persistam e sigam em frente.

Valorizem cada orientação dos profissionais, cada conversa, cada aprendizado. Às vezes parecem palavras simples, mas fazem toda a diferença.

Busquem força, seja na fé ou naquilo em que acreditam, e se permitam viver o processo. A caminhada pode ser difícil, mas vale a pena. Lá na frente, vocês vão olhar para trás e perceber o quanto evoluíram.

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