Unidade: Centro Integrado Nossa Senhora de Fátima

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Testemunhos que Curam – “Marcos” (nome fictício)

Para preservar a identidade do paciente, utilizamos um nome fictício.

Nesta edição do Testemunhos que Curam, compartilhamos a história de Marcos, que conclui seu tratamento com o coração cheio de gratidão e novos caminhos pela frente.

Após meses de cuidado e acolhimento, ele inicia uma nova etapa de vida, levando consigo não apenas conquistas pessoais, mas também vínculos construídos ao longo de sua jornada. Em seu relato, Marcos fala sobre pertencimento, transformação e a importância de aprender a se amar.

1. Como você se sentiu ao receber a notícia da sua alta?

No início, fiquei um pouco ansioso, porque estou aqui há quase três meses e gostei muito de estar aqui. Se pudesse, ficaria mais tempo, trabalhando e juntando um dinheiro. Mas entendo que cada um tem seu tempo de tratamento.

Hoje estou bem e feliz. Estou indo para Minas Gerais e conheci uma pessoa muito especial aqui dentro, o Rodolfo. A família dele me acolheu como se fosse minha, alugou uma kitnet para mim, mobiliou e ainda conseguiu um trabalho.

Saio daqui com a consciência tranquila. Sempre respeitei todos — desde a diretoria até a enfermagem e a equipe de limpeza. Criamos vínculos, brincávamos, eu ajudava no dia a dia. Estou saindo satisfeito e grato por tudo.

2. O que mais te ajudou durante o seu período de internação?

O que mais me ajudou foi o bem-estar que encontrei aqui. É um lugar acolhedor, onde me senti amado, cuidado e protegido.

Para quem vive na rua, muitas vezes há conflitos e insegurança. Aqui, encontrei um ambiente seguro, onde pude focar no meu tratamento sem medo, e isso fez toda a diferença.

3. Teve algum momento ou atitude da equipe que marcou você de forma especial?

O carinho, o acolhimento e o amor de toda a equipe. Os abraços sinceros, as palavras de incentivo, o cuidado nos pequenos gestos.

Hoje eu entendo o valor disso. Já passei por muitas situações difíceis, e aqui fui aprendendo coisas novas e boas. Um simples “bom dia”, um abraço verdadeiro, alguém dizendo que acredita em você — tudo isso fortalece muito.

4. Como foi para você o cuidado recebido durante a sua permanência no hospital?

Foi maravilhoso. Só tenho gratidão. É um tratamento muito humanizado.

Já tive experiências em outros lugares onde havia conflitos e opressão entre os próprios pacientes. Aqui é diferente. Nas minhas orações, sempre lembro de todos que fizeram parte dessa caminhada e peço para que esse trabalho continue, porque ajuda muitas pessoas.

5. O que mudou para você após esse período de tratamento?

O que mais mudou foi o meu olhar para mim mesmo. Eu aprendi a me amar.

Antes, eu não me amava. E quando a gente não se ama, acaba vivendo de forma desordenada. Hoje entendo que preciso me amar primeiro para poder amar os outros, transmitir coisas boas, dar bons conselhos e seguir um caminho melhor.

6. Que palavra ou sentimento define sua experiência aqui no hospital?

Gratidão e sentimento de dever cumprido. Sei que minha caminhada continua, mas neste momento sinto que cumpri uma etapa importante.

7. O que você gostaria de dizer para a equipe que cuidou de você?

Que eu amo todos como se fossem minha família. Fui muito bem acolhido e respeitado.

Tudo o que estava ao alcance do hospital me foi oferecido. E até os “nãos” que recebi fizeram parte do meu crescimento. No começo foi difícil, mas depois entendi que eram necessários para a minha melhora.

8. Que mensagem você deixaria para outras pessoas que estão em tratamento neste momento?

Tenham foco, aprendam a se amar e aproveitem todas as oportunidades que o tratamento oferece.

Muitas vezes, as oportunidades aparecem e não damos o devido valor. Depois vem o arrependimento. Eu mesmo já tive essa experiência: estive aqui antes, fiquei pouco tempo e não dei continuidade. Me arrependi muito.

Hoje, valorizo cada oportunidade. Inclusive, indiquei este serviço para várias pessoas, e muitas delas estão aqui hoje. Isso mostra o quanto esse cuidado faz a diferença.

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