Unidade: Centro Integrado Nossa Senhora de Fátima
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Testemunhos que Curam – “Marina” (nome fictício)
Para preservar a identidade da paciente, utilizamos um nome fictício.
Nesta edição do Testemunhos que Curam, compartilhamos a história da Marina, que concluiu seu período de internação com alta melhorada e inicia agora uma nova etapa de vida. Em seu relato, ela fala sobre superação, acolhimento, amadurecimento e gratidão, destacando a importância do cuidado humanizado recebido ao longo do tratamento.
1. Como você se sentiu ao receber a notícia da sua alta?
Me senti realizada. Foi como pensar: “consegui vencer essa etapa”. Fiquei muito feliz, porque agora é um novo começo.
2. O que mais te ajudou durante o seu período de internação?
Foi o conjunto de tudo: o atendimento das minhas referências, os grupos, a atenção e o cuidado. Eu me senti compreendida, consegui me abrir e colocar para fora toda a tristeza e a dor que estava sentindo. Fui acolhida tanto nos grupos quanto nos atendimentos individuais, com o psiquiatra, a psicóloga, a equipe da clínica e minha assistente social, Joyce. Cada um contribuiu um pouquinho para que eu estivesse saindo daqui hoje realizada. Posso dizer que, de todas as internações que já tive, essa talvez não tenha sido a mais longa, mas foi a que realmente fez a diferença na minha vida.
3. Teve algum momento ou atitude da equipe que marcou você de uma forma especial?
Sim. As atitudes da Joyce, da Bárbara e da Yasmin me marcaram muito. Elas disseram muitas coisas boas para mim, palavras que me deram ainda mais ânimo para continuar. Mesmo indo embora, eu levo comigo tudo o que ouvi.
4. Como foi para você o cuidado recebido durante a sua permanência no hospital?
Não posso deixar de falar da equipe de enfermagem. Eles estão na linha de frente 24 horas por dia com a gente, lidando com nossas angústias, nossos pedidos e nossas dificuldades. Por isso, é muito importante valorizar e agradecer todo esse cuidado.
5. O que mudou para você após esse período de tratamento?
Mudou muita coisa. Eu amadureci, consegui enxergar o que estava fazendo comigo mesma e adquiri forças para seguir uma nova vida. Logo que cheguei, a psicóloga me pediu para escrever uma carta para eu abrir em três meses. Nesse tempo, eu escrevi que tinha esperança de mudar e de conquistar meus objetivos a curto prazo, como entrar no POT e iniciar o curso de auxiliar de enfermagem. Hoje, eu já iniciei o curso e pretendo voltar futuramente como funcionária. Me sinto realizada. Foram meses intensos de tratamento, mas também de grandes transformações no meu pensamento e na minha forma de ver a vida.
6. Qual palavra ou sentimento define sua experiência aqui no hospital?
Gratidão.
7. O que você gostaria de dizer para a equipe que cuidou de você?
Que eles fazem tudo isso por amor. Eles têm empatia, e isso faz toda a diferença. Esse foi o grande diferencial do meu tratamento. Nunca ouvi uma palavra rude e nunca fui maltratada. Só tenho a agradecer.
8. Que mensagem você deixaria para outras pessoas que estão em tratamento neste momento?
Mudem a mente. É ali que tudo começa. Mesmo com dificuldades no caminho, é possível seguir em frente. Participem dos grupos, aproveitem os atendimentos, se permitam viver o processo. Aqui, encontrei profissionais que realmente escutam e acolhem, e isso fez toda a diferença.
Uma nova etapa
Há alguns anos, Marina já sonhava em voltar a estudar e se tornar auxiliar de enfermagem. Hoje, com alta melhorada, residência estruturada e trabalho fixo, ela retomou os estudos pela manhã, trabalha à tarde e retorna à noite para sua nova casa. Suas aulas já começaram, e ela vive este novo momento com alegria, esperança e gratidão.