Unidade: Centro Integrado Nossa Senhora de Fátima

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Testemunhos que Curam – “Rafael” (nome fictício)

Para preservar a identidade do paciente, utilizamos um nome fictício.

Nesta edição do Testemunhos que Curam, compartilhamos a história de Rafael, que encerra seu período de tratamento com um olhar renovado sobre a vida.

Seu relato é marcado por consciência, responsabilidade e pela redescoberta do valor das pequenas conquistas do dia a dia. Ao longo da sua jornada, ele aprendeu a transformar dificuldades em oportunidades de crescimento e a reconhecer que o verdadeiro processo de mudança começa dentro de si.

1. Como você se sentiu ao receber a notícia da sua alta?

Foi um misto de sentimentos: realização e sensação de dever cumprido, mas também a consciência de que os desafios continuam.

Me senti feliz e preparado para enfrentar o que vier, entendendo que as dificuldades fazem parte da vida e podem ser oportunidades de superação. Aqui, reaprendi que é preciso começar pelo básico, pelas pequenas atitudes do dia a dia.

Saio com gratidão por este lugar e com a vontade de viver novamente, encontrando prazer nas coisas simples e consciente de que a luta é diária.

2. O que mais te ajudou durante o seu período de internação?

Antes de tudo, a minha vontade de mudar e de voltar a viver.

Eu me lembrei de que já tive uma vida que valia a pena e percebi que podia resgatar isso. O que mais me ajudou foi essa boa vontade, aliada à capacidade de fazer escolhas e aproveitar o tratamento da melhor forma possível.

3. Teve algum momento ou atitude da equipe que marcou você de forma especial?

Não foi um único momento, mas todo o processo.

A forma como os profissionais se mostram presentes, com empatia e dedicação, fez toda a diferença. Saber que, mesmo nos dias difíceis, tem alguém disposto a ouvir e acolher é muito importante.

Um momento que me marcou foi quando percebi o quanto os profissionais também se envolvem emocionalmente com o nosso processo. Isso me fez valorizar ainda mais o cuidado e me permitir aproveitar melhor o tratamento.

4. Como foi para você o cuidado recebido durante a sua permanência no hospital?

Foi um cuidado verdadeiro. Aqui existe escuta, atenção e acolhimento.

Diferente de outras experiências que tive, percebi que o tratamento não é imposto, mas construído junto com a gente. Toda a equipe contribui, da enfermagem à direção, e isso mostra o compromisso com o nosso bem-estar.

Recuperei o prazer nas coisas básicas: acordar, me cuidar, me alimentar. E é a partir desse básico que conseguimos avançar.

5. O que mudou para você após esse período de tratamento?

Mudou muita coisa. Estou reconquistando minha saúde, minha dignidade e a confiança das pessoas ao meu redor.

Também entendi que a mudança começa em mim. Quando eu me cuido, as pessoas começam a caminhar ao meu lado. Hoje, me vejo com propósito, com sonhos e com a consciência de que, mesmo sendo difícil, é possível seguir em frente.

Voltei a viver.

6. Que palavra ou sentimento define sua experiência aqui no hospital?

Gratidão.

Gratidão pela oportunidade de recomeçar e por redescobrir que a vida vale a pena ser vivida.

7. O que você gostaria de dizer para a equipe que cuidou de você?

Meu agradecimento sincero.

Reconheço o quanto o trabalho de cada profissional é importante nesse processo. Vocês me ajudaram a me reencontrar, a me redescobrir e a enxergar a vida de uma forma diferente.

Obrigado pelo cuidado, pela atenção e por me ajudarem a voltar para a realidade quando foi necessário.

8. Que mensagem você deixaria para outras pessoas que estão em tratamento neste momento?

Não percam essa oportunidade.

A mudança começa dentro de cada um. Não adianta esperar que os outros façam por você aquilo que só você pode fazer. É preciso ter boa vontade, começar pelo básico e aproveitar tudo o que o tratamento oferece.

Aqui existem profissionais preparados e dispostos a ajudar, mas o resultado depende do esforço de cada um.

Hoje eu posso dizer, com orgulho, que tenho uma vida que vale a pena ser vivida. Não é fácil, mas é possível.

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