Unidade: Centro Integrado Nossa Senhora de Fátima

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Sabia Que - Alzheimer e Depressão

A demência é uma condição que afeta milhões de pessoas no mundo, sendo o Alzheimer sua forma mais conhecida. Além dos impactos na memória, na cognição e na vida social, um aspecto muitas vezes pouco discutido é a relação entre demência e risco de suicídio. Falar sobre isso é essencial para garantir uma rede de cuidado integral e compassiva.

Risco aumentado no início

Estudos mostram que pessoas que recebem o diagnóstico recente de demência podem apresentar maior risco de atentar contra a própria vida, especialmente nos primeiros meses após a confirmação da doença. Nesse período, a consciência sobre o declínio cognitivo e a percepção das mudanças futuras podem despertar sentimentos de medo, tristeza e desamparo.

Fatores associados

Entre os principais fatores que contribuem para esse risco estão:

  • a consciência do declínio cognitivo;

  • o medo da dependência futura e da perda de autonomia;

  • a presença de depressão associada;

  • e o histórico prévio de tentativas de suicídio.

Esses elementos, combinados, podem fragilizar ainda mais a saúde mental e aumentar a vulnerabilidade do paciente.

Depressão é chave

Um ponto central é a depressão. Muitos pacientes com demência desenvolvem sintomas depressivos ao longo do processo, e a depressão é um dos principais fatores de risco para o suicídio. Identificar precocemente sinais como desânimo persistente, isolamento social, perda de interesse e alterações de sono ou apetite é fundamental para intervir de forma adequada.

Progressão da doença

Com a progressão da demência, o risco tende a diminuir. Isso acontece porque a perda da capacidade cognitiva reduz a possibilidade de planejamento e execução de uma tentativa de suicídio. No entanto, essa diminuição não deve levar a descuido: mesmo em estágios avançados, o sofrimento emocional e a necessidade de cuidado permanecem intensos.

Falar sobre a relação entre demência e suicídio é abrir espaço para prevenção e cuidado. O acompanhamento médico, psicológico e espiritual, aliado ao apoio da família e de cuidadores, pode oferecer segurança, dignidade e esperança ao paciente. Acolher, ouvir e estar presente são gestos que salvam vidas.

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